Jimmy

>first real saturday night

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>na sexta feira fui a uma festa muito confusa, sobre a qual postarei mais tarde. mas a saturday night foi realmente uma saturday night pela primeira vez em meses. fui para a festa de aniversário de uma amiga e de lá eu, a Jully e o meu irmão fomos para a boate gls mais badalada do Recife, ou para os íntimos, a metrópole.

compramos uma garrafa de vódega, que é sempre amiga, e fomos. eu não bebia desde que fui atropelado, então fiquei bêbado rapidinho. entramos na boate e encontramos um amigão nosso. foi massa! ele foi para o dancefloor com a Jully enquanto eu fui rapidinho no banheiro. quando eu voltei para onde eles estavam, meu irmão disse:

– Jimmy, o Andrew estava aqui agorinha. a Jully disse que você estava no banheiro e ele disse que ia atrás de você.

meu coração começou a bater num ritmo descompassado. não era possível que o cara que eu queria pegar desde que estava na cadeira de rodas estava ali. já havia rolado aquela história muito suspeita na parada gay, e agora ele estava ali, era certeza. eu precisava encontrá-lo. eu ia encontrá-lo, íamos nos beijar e ia ser lindo. eu tinha certeza. muita certeza, claro. ele tinha se aproximado de mim em uma livraria em Julho, não tínhamos nada em comum, nem os mesmos amigos, nada realmente. ele se aproximou, conversou, pegou meu telefone e nunca ligou. mas tinha partido dele a iniciativa de conversar comigo, alguém que ele nunca tinha visto na vida, e por que motivo? interesse provavelmente. e se estávamos ali, eu tinha que encontrá-lo. era a chance que eu queria há muito tempo e eu sequer precisei forçar nada: ela apareceu completely out of the blue.

andei por todos os ambientes da boate e finalmente o encontrei. fui bem direto

-Hey Andrew, fiquei te procurando depois que a Jully me falou que você estava aqui.
– É. Como você está?:
– Bem. Eu não sabia que você vinha aqui. Quer dizer que temos algo em comum? – perguntei.
– Depende. Eu não sei.
– Eu sou bissexual.
– Eu acho que gosto de um lado só – ele disse – Sou gay.
-Andrew, eu sempre desconfiei. Naquele dia da parada gay as desconfianças ficaram bem maiores, mas eu ainda não tinha certeza. Eu queria saber pela sua boca.

ele me apresentou um casal de amigos que estava com ele. e logo depois perguntou:

– Jimmy, você tá namorando?
-Não, e você Andrew?
-Também não. I’m single.

e não disse mais nada. sequer olhou diferente. sabe o que é isso? tente imaginar: o cara que você sempre quis pegar te diz que é gay, pergunta se você namora e te fala que é solteiro. o que você faria eu não sei, mas eu esperei um sinal mais físico de que eu poderia fazer algo. só que este sinal não chegou.

– Vou subir para dançar um pouco, Jimmy.
-Cheers Andrew.

ele subiu e eu fiquei. a Jully e o Juan não acreditavam no que eu os contei sobre a nossa conversa. eles acharam que faltou ação. então tá. não sabia que Australianos eram tão frios, mas são. bullocks.

acabamos subindo também e encontramos o Andrew com os amigos. estava tocando “Gimme more” da Britney e a Jully, que estava dançando comigo, puxou ele pra dançar também. ficamos os dois espremendo ela entre nossos corpos. suddenly ela mudou a posição de tudo e pôs o Andrew no meio de nós dois. e ele, claro, amarelou.

“gay chicken’ eu deveria ter gritado, mas fiquei calado. okay, Andrew. você é lindo e eu te quero mas você vai ficar jogando assim sozinho porque eu não quero jogar. do you get it? a amiga dele disse depois de um tempo que ele estava querendo ir embora e queria que eu tentasse “convencê-lo” a ficar.

– Se eu pudesse convencê-lo a ficar, eu o convenceria, lógico. You know what I mean, don’t you?
– Claro. Mas olha, você não é o único. Todos os meus amigos querem ficar com ele. E ele só gosta de homem que já tem namorado ou que seja hétero.
– Ridículo! Eu mereço bem mais que isso – falei meio puto.

dei um tchau bem seco pro Andrew e me tranquei no banheiro, com raiva de mim mesmo. EU TENHO UM DEDO PODRE para pessoas. só me interesso por quem não presta. claro que esse é o tipo de coisa que não se pode advinhar, mas hey, não é todo mundo que é tão azarado assim. mas para mim, como eu já percebi, as coisas têm que ser três vezes mais difíceis do que para qualquer um.

depois que sai de lá, resolvi ficar no dancefloor vendo as pessoas. já era mais do que 4 da manhã, mas como sempre há o restinho da feira. I mean, nem tudo está perdido, mesmo a essa hora. e temos exemplos: vi um cara lindo, com um sorriso incrível, olhando pra mim. cheguei mais perto de onde ele estava e ele veio me abraçar. só que não queria beijar. vai entender! ou estava tímido ou sabe-se lá o quê passava pela cabeça dele. disse que iria para o andar de baixo e eu resolvi que não iria acompanhá-lo. não demorou muito e eu o vi beijando um cara horrível lá. bem feito, porque daqui a pouco quando acordar ele é quem vai se arrepender, não eu.

mas eu voltei no táxi para casa meio revoltado. como pode a minha noite ter sido assim? como eu não peguei ninguém? como o Andrew pode ser tão idiota? não sei, dei azar. o azar me ama e me persegue. okay then, vou tentar ir contra ele semana que vem, at the same place and time.

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