Jimmy

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>hoje o Chris me olhou e disse “eu não vejo a gente acabando. o único fim que eu vejo é quando você for embora, mas antes disso eu não consigo ver nós dois separados”. eu também não. eu simplesmente não me vejo sem ele.

engraçado como eu pensava em nós dois separados no tempo da crise. eu sentia como se não fosse conseguir nunca lidar com o fato de que ele me ama, eu o amo, mas somos diferentes. eu não sabia como levar uma relação tão séria. eu estava sufocado por tantas coisas ao mesmo tempo que não conseguia lembrar que ele era o cara dos meus sonhos, o menino que eu jurava que nunca fosse encontrar. e a nossa história? poucas pessoas viveram uma história destas.

na terça-feira de carnaval um amigo me disse que levaria um amigo dele para o Recife Antigo com a gente. muito curioso, pedi uma foto dele. o cara era bonito. não, ele era lindo. poucas vezes eu tinha visto um cara lindo como aquele. mesmo achando que ele nunca fosse me dar bola, pedi ao meu amigo para que mostrasse meu orkut a ele. menos de dois minutos depois havia um pedido de amizade dele no orkut e uma mensagem dizendo para eu adicioná-lo no MSN.

“Jimmy, no dia 30 de dezembro do ano passado,você estava na Agamenom Magalhães? Foi o dia do resultado do vestibular da UFPE”. de primeira parece uma pergunta absurda, mas foi isso que o Chris me perguntou assim que começamos a conversar. e o pior era que eu estava sim na Agamenom Magalhães naquele dia. fui resolver algumas coisas por lá e depois fui encontrar o meu irmão no Derby,para irmos ver o resultado do vestibular dele na Covest. quando eu esperava o ônibus para ir encontrar o meu irmão, lembrei que havia um cara lindo que ficou me olhando na parada. lindo. é claro que eu não iria falar com ele. ele podia dar uma de louco e dizer que eu estava imaginando tudo. ou podia dar tudo certo mas eu perder o telefone dele, já que eu iria para SP passar um mês no dia seguinte. mas lembro que nos olhamos com muita certeza do que queríamos.

abri novamente a foto do Chris e me dei conta: ele era o garoto da parada de ônibus. nessa hora meus olhos se encheram de lágrimas e eu fiquei totalmente sem palavras. ele dizia que queria muito me ver, que não acreditava que tinha me encontrado de novo e que aquilo só poderia ser destino. eu não podia discordar. ele era lindo, ele queria me ver, eu queria vê-lo. eu tinha acabado de voltar de um mês em SP, onde conheci um cara maravilhoso que me deu um pé na bunda que me fez ter vontade de jamais encostar em ninguém. tanto que voltei dizendo “o proximo cara que ficar a fim de mim vai ter que batalhar para me ganhar”. mas porra, só algumas palavras, um fato isolado, um olhar cruzado e eu estava certo de que naquela noite a minha vida iria mudar.

a gente se viu e eu quase não acreditei que ele era de verdade. estávamos sentados na calçada conversando, quando começou a chover. um bloco passou animado debaixo d’agua enquanto nós dois ficávamos espremidos embaixo de um guarda chuva. e ali, olhando para ele, eu tive certeza que queria esquecer tudo o que eu tinha dito dias antes. eu sabia que ele era como eu queria que o meu próximo namorado fosse. por que resistir se eu o tinha ali, olhando para mim e sorrindo em silêncio?

o nosso primeiro beijo embaixo do guarda chuva acelera o meu coração até hoje. a vida tem vários momentos bons, ruins e impressionantes, mas poucos ficam guardados para sempre. e eu sei que esse vai ficar. tenho certeza que, mesmo se um dia nos separarmos, eu vou lembrar do beijo embaixo do guarda-chuva azul em uma rua do Recife antigo quando eu começar a morrer a cada aniversário.

todo mundo achou loucura quando, no mesmo dia, eu disse que estávamos namorando. eu também achei insano. mas me veio na cabeça uma coisa: não há receita para que esse tipo de coisa dê certo. e daí que ele era um desconhecido? o meu coração batia desesperadamente por um desconhecido lindo, doce, sincero. eu morria de medo de tudo aquilo virar “canalha, filho da puta e mentiroso” em uma semana, é claro. mas eu sentia que era a hora de ser feliz. e eu estava certo. era o momento. eu finalmente havia saído do “quase” para o “sim”.

quando eu digo ao Chris que o amo sempre lembro da parada de ônibus, do guarda-chuva, de ele me acordando no dia do meu aniversário, da primeira briga que terminou com ele me abraçando enquanto eu chorava e de eu olhando em seus olhos naquele primeiro dia, antes mesmo do primeiro beijo, quando ele perguntou “O que foi?” e eu respondi “Só estou te olhando”, sem saber que repetiriamos essas falas todas as vezes em que o silêncio chegasse e eu não conseguisse tirar os olhos dele.

eu não consigo imaginar o meu futuro mais. eu sei onde quero ir e o que quero fazer, mas não tenho idéia de quem vai estar ao meu lado. morro de medo de deixar o grande amor da minha vida passar por um sonho. mas também não posso deixar o grande sonho da minha vida virar a grande frustração sobre a qual eu vou sempre falar. a vida é só uma. hoje eu vivo o amor, amanhã viverei o sonho. mas a todo o momento ambos estão acesos dentro de mim. e a cada dia fica mais claro que eu preciso dos dois para sentir que há vida correndo em minhas veias.

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Un pensamiento en “

  1. >Que lindo Jimmy… A história de vocês, a amor de vocês.Um amor assim não se encerra pela distância não. Com certeza ele deve te apoiar pra tu ir atrás dos seus sonhos. E com o apoio de quem a gente considera, tudo fica melhor né?Tudo vai dar certo. E cê vai mudar de cidade, não de país, né? rsrs

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