Jimmy

>o sabor do que foi perdido

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>ontem eu não planejava nada. mas ai o Matheus me disse que ia sair e que eu tinha que chamar a galhere. liguei para a Jully e ela estava do outro lado do Nordeste, o Juan estava doente e vários amigos indisponíveis. mas aí me veio a brilhante idéia de chamar a Tila.

é claro que havia uma certa expectativa no ar, afinal havia boatos que o Chris estaria lá e todo mundo queria saber como eu iria agir se o encontrasse. no carro estavam eu, a Tila, o Matheus, um amigo dele chamado Peter e uma mexicana gatissima, a Nely. alguém me perguntou o que eu faria se o Chris estivesse lá e eu respondi que falaria normalmente com ele, mas não queria conversar sobre nada. a nossa história acabou e não há mais o que dizer. palavras não vão mudar tudo o que aconteceu.
chegamos na boate. o Matheus estava esperando alguém que logo chegou e desapareceu com ele, deixando eu e a Tila sozinhos com a Nely e o Peter. foi só tocar alguma coisa mais provocante que a Nely puxou a Tila e as duas protagonizaram cenas calientes, do tipo que as novelas mexicanas insistem em não mostrar. enquanto isso, eu olhava para o Peter e me imaginava com ele. a gente já se conhecia há um bom tempo através do Matheus, mas até um dia desses ele era pseudo-hétero e por isso eu nunca pensei que fosse ter qualquer coisa com ele. dançamos juntos até que houve um apagão e eu resolvi puxá-lo. tentei beijá-lo, mas ele retribuiu com um abracinho de amigo. brochante demais. o que ele estava fazendo ali, então? se não queria nada comigo, por que não sugeriu que a gente desse uma volta pra olhar para outros caras? por que ele não olhava para outros? estava pensando nisso quando a Tila e a Nely sugeriram de irmos sentar perto da piscina para conversarmos um pouco.
foi então que o Peter resolveu falar. disse que me admirava muito por eu ser uma pessoa verdadeira, com uma personalidade forte e que eu era tudo o que ele queria ser. fiquei surpreso com tudo o que ele estava dizendo e perguntei:
– por que então você me recusou lá dentro?
– porque eu vi que você beijou outro cara. eu não gosto de ser o segundo.
sim, eu tinha beijado um cara antes. mas tinha sido bem rápido: eu estava passando, ele me encarou, eu encarei de volta e passei a mão em sua perna. ele tentou puxar a minha mão, mas eu já tinha passado por ele e a mão que ele segurou acabou sendo a da Tila. ao ver aquilo, voltei e fiquei com ele. foi rápido e gostoso, mas não tinha significado nada.
– Peter, às vezes o segundo pode ser melhor que o primeiro.
– Você é muito bom com palavras.
– Eu sou bom com momentos.
e foi assim que começamos a nos beijar. ele é um doce. só tem dezoito anos, mas conversa bem sobre qualquer assunto e me fez sentir uma coisa legal. eu pensei que seria difícil achar alguém interessante depois do fim do meu namoro com o Chris e pensei que ninguém mais me acharia interessante também. mas o Peter me ajudou a sentir o sabor de tudo aquilo que foi perdido. e agora eu sei que o tempo não passou para mim. eu continuo jovem, atraente, interessante, vivo e com energia para descobrir novas pessoas, sentimentos e histórias.
pela manhã voltamos exatamente as mesmas pessoas no mesmo carro, mas toda a situação era diferente. oh yeah, it was a great night. great night indeed.
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