Jimmy

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>poxa, eu tenho 22 anos. muita gente que me conhece diz que sou jovem. tem até quem pergunte por que eu não estou com uma mochila nas costas rodando o mundo ao invés de fazer o que eu faço. tenho que reconhecer que essa é uma boa indagação. por que ao invés de viver na porra-louquice como muitos caras da minha idade ou levar a vida no esquema faculdade-estágio-pouco dinheiro- muitas festas eu decidi tentar me tornar alguém que obviamente nunca vou ser com 22 anos e nem quero ser no final das contas?

eu escolhi. desde muito cedo eu vi que poderia transformar uma habilidade que tenho em algo que, de início, pudesse me trazer algum dinheiro. hoje vejo isso como uma forma de bancar um sonho que ainda parece muito longe. mas, como muita gente me diz, eu ainda sou bem jovem. tenho um caminho longo e provavelmente tortuoso a percorrer. acontece que sou tão exigente comigo que procurei me tornar o melhor naquilo que estou fazendo. e no meio dessa história toda por um bom momento passou pela minha cabeça que eu jamais deveria mudar nada daqui para frente, porque estava em um caminho que já me parecia trilhado, certo e vencido. eu já me sentia um vencedor. tenho potencial, estou sempre me qualificando e sei que faço um trabalho acima da média com os alunos. por um momento eu achei que tinha muito a perder se deixasse tudo isso por um sonho tão distante, mesmo tendo somente 22 anos.

talvez eu quisesse me livrar do caminho tortuoso. talvez eu, por ter começado tão cedo, já estivesse querendo conquistar coisas que alguém com o mesmo tempo de trabalho que eu quer: o primeiro apartamento, talvez um carro, uma calma que agora parece que nunca vai chegar. provavelmente o caminho que eu venho trilhando é o que pode me trazer tudo isso mais rápido.

mas, sabe, essa semana aconteceu algo que me fez ver que segurança é a maior ilusão que podemos ter. a qualquer momento, por qualquer motivo justo ou injusto, podemos perder aquilo que nos deixa tranquilo em relação ao futuro. e aí nos sobra o famoso “E se eu tivesse largado tudo e ido tentar o que eu realmente queria?”.

talvez eu deva seguir o conselho que ouvi: há momentos em que é preciso seguir caminhando, deixando para trás coisas que você não quer perder, mesmo sendo necessário. tudo até aqui tem sido muito válido, mas a hora de arrumar as minhas coisas e partir está mais próxima do que nunca.

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