Jimmy

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Ontem eu estava dando bobeira na sala de convivência quando chegaram cinco caras novos aqui no hostel. Eles conversaram com o pessoal da recepção e quando foram entrando para o quarto passaram por mim e todos, sem exceção, me deram uma olhada. Na hora vi que alguns com certeza tinham talento para ser do babado mas, por melhor que meu gaydar seja, alguns segundos não são suficientes para tirar uma conclusão.

Mas a mulher que trabalha aqui é super comunicativa e em menos de 5 minutos conseguiu descobrir que eles também estavam indo para a Havana. Quando fui pedir o ferro de passar para ela, ela me apresentou pra eles e disse que estávamos indo pro mesmo lugar. Conversei um pouco e descobri que eles também são de Recife e que são meio antipáticos ou não fizeram a mínima questão de fazer amizade comigo. Subi para o quarto, passei minhas roupas e enchi a minha cara.

Assim que eu estava bêbado o suficiente para não me importar com o fato que era a primeira vez em anos que eu saia sozinho e que ultimamente a minha auto-estima tinha se reduzido a zero, chamei o táxi para ir embora. Eu sabia que a noite só seria boa se EU fizesse alguma coisa pra isso. Eu quis me testar vindo pra cá. Estando em um lugar onde ninguém me conhece, que impressão eu causo nas pessoas? Eu queria saber. Eu precisava saber. Às vezes coisas acontecem e fazem você se ver de um jeito que você não é e tudo o que você precisa é descobrir a verdade. Ela está dentro de você, mas passa para fora e causa uma impressão em quem te vê. Por isso saí daqui me sentindo o máximo e dizendo a mim mesmo que teria uma noite incrível.

Cheguei na boate e descobri que havia uma “área vip” por um ingresso um pouco mais caro. Resolvi comprar porque gosto de poder circular por todos os ambientes e como eu não conhecia a boate, de repente a área vip era o único lugar que prestava. Eu estava certo porque a boate é pequena e a área vip é quase metade do lugar, que era muito escuro e mal dava para saber quem era bonito, quem era mulher e quem era travesti. Bêbado ainda mais sabemos que tudo piora. Ou melhora.

Na entrada eu tinha visto os caras de Recife, mas eles me ignoraram sumariamente então resolvi que não tentaria me aproximar deles. Fui no bar pegar uma bebida e comecei a olhar para um cara que estava lá. Eu nem achei ele interessante nem nada, eu só queria conversar com alguém. E foi ótimo porque ele puxou assunto e ficamos conversando um bom tempo. Acabei descobrindo que ele estava com os meninos de Recife, mas nem rolou uma socialização com eles. De repente esse cara me abandonou dizendo que ia ficar com os amigos, talvez meio puto porque não rolou nada. Mas ele nem parecia interessado que rolasse também então não entendi.

Sentei num sofá que tem lá e vi um garoto dançando sozinho. Ele vestia uma camiseta amarela, era bonitinho e tinha uma bundinha bem interessante. Fiquei secando ele e percebi que ele correspondia. Ficamos nos olhando um tempo e depois ele sumiu. Tava fazendo charminho e eu odeio isso. Resolvi andar pela pista de dança e do nada esse menino vem dançar super perto de mim. Puxei ele e começamos a nos beijar loucamente até ele dizer que tem namorado e pedir pra irmos na área vip. Lá continuamos a nos pegar e o tempo todo ele perguntava se eu tinha namorado, se eu ficaria com ele e eu dizia “Sim, fico. Relaxa, eu vou ficar com você”. 

Ele ficou dizendo que não queria só prazer, queria algo mais, e eu achando ele um louco porque eu disse que não era daqui e que segunda-feira já estaria em Recife mas ele insistia que eu não poderia somente usá-lo, enfim, eu tenho talento para ficar e namorar pessoas loucas. Daí ele foi embora e assim que ele saiu uma menina sentou do meu lado e me perguntou se estou sozinho. Eu tinha visto ela antes com um amigo super bonitinho e tinha ficado meio perto deles pensando num jeito de me aproximar pra fazer amizade já que eles pareciam bem legais mas aí rolou toda essa história com o cara de amarelo e tinha perdido eles de vista.

Ela disse que o amigo e ela tinham me visto e percebido que eu estava só e por isso se eu quisesse eu poderia ficar lá com eles. Achei ótimo porque tudo o que eu queria era fazer amizades aqui e eles vieram assim de bandeja. Bebemos juntos, conversamos, rimos, tiramos fotos e eles me deram os telefones deles e disseram que hoje rola uma festinha não sei onde e que eu tinha que ir.

Acabei de acordar, a festa é agora à tarde e eu nem almocei ainda. Mas adorei a noite ontem. Aprendi que auto-confiança é tudo nessa vida e que simpatia gratuita compensa. Então licença que vou ligar para os meus amigues alagoanos.

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Un pensamiento en “

  1. >É disso que eu falo, simpatia gratuita, sempre faço isso. Arrasou amigo, seu link está lá no #OPequenoSol

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