Jimmy

O último

1 comentario

Último dia do ano. Tá todo mundo tentando entender o passado que se faz presente. Ou present perfect, como eu sempre ensino. Foi, mas ainda é de algum modo. O único problema  é que está longe de ser perfeito. Talvez por isso muita gente não entenda.

Todo ano janto com os meus pais e espero a meia noite para ver a queima de fogos da minha varanda. Nesta hora sempre penso em tudo o que eu fiz e o que eu espero do ano seguinte. Ano passado eu já sabia o que aconteceria este ano até um certo ponto. E eu era otimista. Sabia que seria muito feliz. Olhava para o céu e pensava “Talvez ano que vem eu esteja com ele, aqui ou em qualquer lugar”. Eu estava finalmente dando um grande passo na vida.

O passo foi em falso. E ai começou aquela parte do filme que não estava na sinopse. O protagonista retornou ao ponto de origem e viu seu mundo de fantasias se destruindo. De nada adiantavam os conselhos, os olhares de preocupação, os abraços e os clichês ditos tentando lhe confortar. Ele perdeu o mais bonito que tinha, que era a vontade de dividir a sua vida com alguém.

Preciso parar de escrever isso como um conto. Foi real.

 Eu perdi o mais bonito que tinha, que era a vontade de dividir a minha vida com alguém. Olho em minha volta e só vejo gente rasa. As pessoas não se apaixonam. Elas querem alguém que represente algo e só. Alguém que elas possam apontar para os amigos e dizer “Ele não é lindo?” ou “Ele vai me levar para passar férias em Paris” ou qualquer outra coisa que não tenha nada a ver com o que eu sempre achei que era se apaixonar, viver, dividir. Ele é só mais um desses, por mais que eu achasse que não. E se eu vivi uma decepção deste tamanho com alguém que eu conhecia há anos, não pode ser diferente com um cara qualquer que eu conhecer em uma festa dessas que a gente vai achando que não vai conhecer ninguém. Eu não quero mais conhecer alguém. Eu quero ser feliz.

E a minha felicidade não está e nem estará em um relacionamento amoroso. Se há pessoas que podem viver sem casa, sem dinheiro e até sem membros do próprio corpo, eu posso viver sem outra pessoa.

A minha felicidade está nas viagens que fiz e que ainda vou fazer, nos amigos que me dão os melhores momentos, nas pessoas que me amam e demonstram isso sem que eu nunca tenha pedido, no trabalho que faço hoje e no que vou fazer um dia, nos sabores e sons que descubro e nas risadas que dou.

Neste novo ano só quero aceitar a pessoa que me tornei, parar de me queixar pelo que perdi e conquistar o que mereço, que é muito mais do que eu queria no fim do ano passado.

Feliz 2012.

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Un pensamiento en “O último

  1. Tudo no seu tempo.

    “Neste novo ano só quero aceitar a pessoa que me tornei, parar de me queixar pelo que perdi e conquistar o que mereço, que é muito mais do que eu queria no fim do ano passado.”

    É tudo que eu quero que aconteça pra vc! :*

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