Jimmy

Rio

2 comentarios

Sabe aquele amigo que é cheio de defeitos, mas no fundo você o ama? Não aguenta vê-lo todos os dias, respira aliviado quando ele não aparece, mas em alguns momentos da vida tudo o que você quer é um abraço dele. Sabe? É esse o meu sentimento pelo Rio.

Eu vim aqui tentar entender a fixação que o mundo tem por esta cidade. Ainda não entendi, mas eu acho que é justamente a fama que a faz. Estar no Rio é quase como não estar em lugar algum. Aqui quase não se fala Português, as estrelas de TV são meros mortais que por acaso trabalham na televisão, toma-se mate com limão em qualquer lugar, o calor quase não dá trégua, as pessoas se levantam de onde estão para sambar e todo mundo acha que eu sou gringo, mesmo que, ou especialmente se eu ficar calado.

Os cariocas são doces, embora o sotaque deixe todo mundo parecendo meio cafageste ou barraqueiro. A cidade é linda sim, mas reproduziu um monte de habitantes muito parecidos. Gente extremamente linda de corpo sem parecer fazer muito esforço, com uma atitude meio relaxada para tudo e um sorriso simpático que distribuem de graça. Ninguém é diferente – e se for com certeza não é daqui.

Nunca achei que fosse me sentir em casa no Rio. Meu negócio é casaco de couro, cabelo azul, arranha-céus e histórias mirabolantes. Mas em uma tarde saí da praia de Copacabana e fui num salão de cabeleireiro aqui perto. Depois passei numa loja de sapatos, tomei um mate e voltei para o hostel. Não estava quente nem frio e de repente reparei que aquele movimento meio preguiçoso era uma delicia. Se isso é a vida no Rio, ela não pode ser ruim.

Domingo à noite os botecos chiques fecham para dar lugar aos pés de chinelo. Neles a cerveja nunca acaba e turista se mistura com o traficante que mora na favela ao lado, que se mistura com alguma mulher quase bonita a fim de algum cara que a banque e faz você pensar “Wow, this is Rio”. Só aqui assaltam os gringos dizendo ‘Welcome to Brazil’, só aqui você entende de fato as novelas da Globo e se sente mais no exterior do que em Buenos Aires em alta estação.

Rio, eu não sei se um dia vou te amar, mas eu precisava desse abraço seu. E é bem possível que eu o queira mais vezes na vida.

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2 pensamientos en “Rio

  1. Tenho o meu Rio de Janeiro e ele é só meu e de mais ninguém. Fico feliz que você tenha inventado o seu. Guarde-o para momentos de necessidade extrema.

  2. Nossaaaaa… amoooo o Rioooo… saudadesss daí amigooooo… papaii tem uma casaa no Leblon… amoooooooooo!!!

    Tás morandooo aí?? Bjinhoss

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